Parar, Dar um Tempo ou Diminuir?

Sei que já falei várias vezes aqui sobre isso. E sei que nunca vou conseguir simplesmente “parar de vez” com esse negócio de escrever em blog. Mas preciso. Ou melhor, vou dar uma diminuída. E pelo mesmo motivo que fez o blog ficar meio “rareado” por volta de 2009: falta tempo. Com uma diferença crucial: hoje, ainda que eu tenha tempo, eu não quero ocupar esse tempo com textos pro Febre Alta. Quero deixar pra pensar nisso de noite, depois que o Duda dormir. E não vai ser todos os dias, também, pois quero ler mais e ver mais filmes, por isso…

Acostumem-se. Sei que ninguém vai sofrer muito e não vai ter mulherada rasgando serapilheira em prantos, é uma contingência da vida. Eu também vou sentir falta do convívio quase diário, mas talvez, como em quase tudo na vida, “menos acabe sendo mais”. Menos textos, mais qualidade. Menos assunto, mais assertividade. Vai ser assim, depois das 23h00 eu vou sentar pra escrever, quando tiver o que escrever, e responder comentários, quando tiver comentário a ser respondido.

É assim que vai ser, porque é assim que tem que ser. Porque a qualquer momento de fevereiro, a Nina vai nascer e não vai ser escrevendo textos que todo mundo acha sensacional que eu vou comprar fralda pra ela. Grana sempre vai ser o que move o mundo. Durante algum tempo, acalentei um sonho de viver do que eu escrevo. Já me acostumei com a realidade. Agora, vou me acostumar com a decisão tomada.

Aos sábados, enquanto a Carolina quiser, meus textos estarão no Malvadezas, religiosamente. E eu sei, não ganho $ pra escrever lá, mas ganho outras coisas. Que não são da sua conta. Nem da sua. Ganho algo que me motiva a continuar escrevendo e a continuar tendo o COMPROMISSO com ela de colocar um texto todo sábado. Aliás, uma das coisas que eu mais odeio é quando alguém assume um compromisso que não envolve grana e aí, quando não cumpre, fala “Não tão me pagando nada mesmo…”

De 15 em 15 dias, a partir de uma data a ser definida, meus textos estarão também no Portal da Educação Física. Sim, faz sentido. Trabalhei com isso durante 11 anos da minha vida, e tenho uma certa percepção de mercado que me permite, aliada à verve que disseram que eu tenho, cumprir o papel que me foi designado. Com algumas arestas e ponderações necessárias, em se tratando de mim. Censuras poderão ocorrer e isso faz parte do processo. Grana ainda não tem, mas de novo, ganho de outras formas.

É assim. Ninguém mais do que eu sabe o que já ganhei  com esse blog. Quantos amigos eu fiz, sem falar na retomada da amizade com o Helinho e a Neiva, daquelas coisas de declarar em Imposto de Renda como patrimônio. Mas agora, é hora de fazer outras coisas. Por outras coisas, entenda como quiser. E entenda quando você aparecer por aqui e não tiver aquela opinião sobre o jogo polêmico da semana ou o título do Palmeiras. É a vida, só isso, nada mais.

Sigamos!

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10 Comentários on “Parar, Dar um Tempo ou Diminuir?”

  1. Ademir Allysson disse:

    Vai na fé parceiro. Só para que saibas, hoje é dia de tomar umas com mais 3 loucos por futebol e a pauta vai iniciar com o belo texto sobre o handebol jogado pelo Barcelona. Um abraço!

  2. Alan disse:

    Vou continuar mantendo o cadastro do meu e-mail para receber os posts. Se um dia retornar a escrever no blog, volto a ler.

    Boa sorte na noba jornada.

  3. guilherme disse:

    Poutz….Nao era o post que eu esperava. Boa sorte com tudo ai!

  4. Helinho disse:

    “A única coisa PERMANENTE é a MUDANÇA.” Talvez, Buda.

  5. Helinho disse:

    Num papo reto foi mais significativo do que parece esse tempo de “conviviio’. Não fosse o F. Alta e isso não teria rolado.Posso nunca encontrar com Joss, Fefas e outros Febrealtenses, mas foi bacana confirmar que essas pessoas estão por aí, no caso, por aqui. Boa sorte.

  6. tim disse:

    é uma pena, gostava da iniciativa do blog.

    boa sorte com a nova filha e tudo mais!

  7. Riccardo Joss disse:

    Lembro-me que descobri o Febre Alta pelo Emiliano, que nunca comentou muito aqui, nem sei se continuou lendo. Gostei pra caralho, me identifiquei com um monte de coisa que você escrevia e tinha o Nick Hornby como referência pra me fazer viciar no blog. Comprei o ‘Daniel…’, continuei lendo o blog, li os outros livros, li o ‘Pizza Fria’, o qual você me enviou sem ser publicado e essa confiança foi umas das maiores alegrias da minha vida, criei muita simpatia pelos leitores, sobretudo o Fefas e o Helinho, acabamos nos conhecendo pessoalmente e foi tudo muito bacana. Futebol, futebol argentino, música, livros, comida, isso foi nos tornando o que posso chamar de amigos. Quando li sobre o final, fiquei bem triste, mas maior que a tristeza é o receio de essa relação esfriar, nos separarmos (tá ficando muito viado este comentário), já que no Malvadezas não fico tão à vontade pra comentar. Mas é da vida, estamos juntos em Facebook, em Twitter e nas merdas que aparecerem no futuro. Espero, por fim, mais encontros no mundo real, mais livros de sua autoria e ir, um dia, com você, com o Duda e com o Helinho num jogo nas cadeiras (não mais amarelas) do Serra Dourada. E que a Nina venha com muita saúde e trazendo mais alegria pro mundo. Deixo aqui um abraço e, com lágrimas nos olhos, um muito obrigado por tudo.

  8. Danielle disse:

    Faz um tempo que não comento, culpa dessa roda viva, enfim…

    Primeiro “Feliz ano velho” emprestado na faculdade. Depois na Cultura, a primeira aquisição: “Febre de Bola”, em seguida “O apanhador…”, “Senna” e mais recentemente, “A arte de produzir efeito sem causa”. Além de música com direito a set list, filmes, futebol, crônicas, textos incríveis responsáveis por sorrisos e lágrimas.

    Ser fã do Febre não impediu discordâncias e alguns foras, mas obrigada pelo respeito.

    Certamente minha melhor experiência em blog, comentar sobre futebol (olha que ousadia!!!) tão assisduamente como foi por alguns anos, em meio a uns meninos tão entendidos (no melhor dos sentidos, claro!). Por falar em meninos, confesso que quando o Fefas comentou um comment meu, me sentiiiii, achei massa, afinal ele também é um dos diretores, né?

    Randall Neto, não tive o privilégio de ser tua amiga ou mesmo te conhecer, mas aprendi bastante contigo através do Febre Alta.
    Obrigadíssima.

  9. Luiz Young disse:

    É estranho perder algo que faz parte da nossa vida por tanto tempo.

    Mas é assim que as coisas são.

    E não é sem esperança que tenho aberto o blog todos os dias, procurando um texto novo.

    Boa vida aí, tchê!

  10. rafael yoshino disse:

    Randall… Também faz tempo que não comento, e tb não tenho entrado com tanta assiduidade… Como você mesmo diz… São coisas da vida… Minha primeira filha tb está para nascer (virá em abril), mas quero que saiba que o seu blog é uma das coisas mais gostosas de ler quando tenho um tempo livre aqui na net. Confesso que não vou muito no Malvadezas, assim como nunca fui no portal de educação física. Mas acho que vou começar passar para não me sentir tão “órfão”! Grande abraço


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