Conselhos para a Nina

Filha,

Escute mais do que fale. Se você estiver numa roda só de homens, contenha-se e permaneça quieta se o assunto não for de seu agrado ou domínio. Se puder, saia da roda, procure uma revista, um jornal, uma rede ou uma tevê com muitos canais. Só não tente, POR FAVOR, participar! Não faça comentários idiotas, não interrompa linhas de raciocínio, não se faça notar, a não ser que possa contribuir com algo verdadeiramente útil para o papo.

Filha, homens falam de futebol, isso é um fato. Se por alguma crueldade do destino esse assunto não te agradar, pelo menos resigne-se. Seu pai vai falar de futebol. Seu marido vai falar de futebol, provavelmente com seu pai – a não ser que ele tenha feito escolhas erradas e tricolores a esse respeito, o que talvez possa impossibilitar que seu marido e seu pai CONVERSEM de um modo geral, ocasião em que você poderá contar com o seu Padrinho -; seu marido e seu sogro falarão de futebol, e em todos esses casos, se você não estiver apta a falar, não fale! Não proponha trocar de assunto, principalmente se forem pais e filhos que não se vêem há muito tempo. Não ache que comentários sobre esposas de jogadores serão levados em conta. Mas se você resolver falar, e as pessoas, mesmo olhando pra você, derem a entender que nem te ouviram, isso significa que seu comentário foi ignorado. Por favor, não o repita. PELO AMOR DE TUDO O QUE EXISTE DE SAGRADO NO MUNDO, não o repita NUM TOM DE VOZ MAIS ELEVADO, achando que assim eles escutarão e darão a não merecida atenção.

Filha, evite falar alto. É horrível. Abstenha-se de comportamentos Visigodos de toda a sorte, mas principalmente, tente não falar alto. Se estiver bêbada, de porre, alegrinha ou qualquer coisa que o valha, esforce-se pra não cair na tentação de falar alto, pois isso vai fazer com que notem que você está bêbada, de porre ou alegrinha, e ninguém merece alguém falando alto “com bola de gude na língua”. Mas sempre que der vontade, fique alta, de porre, alegrinha, é muito bom e nem seu pai ou sua mãe terão sustentabilidade ética ou envergadura moral pra coibir isso. Aconselhe-se com o Tio Giba a esse respeito, ele é uma das 5 pessoas no mundo que o seu pai escuta. E vale a pena.

Dê, filha, dê bastante. Perca a virgindade na primeira oportunidade, pois a única coisa que alguém poderia fazer com ela se a tivesse de volta seria perder de novo. Não tenho muito a falar sobre isso, prefiro não ser hipócrita, por isso, dê. Mas não namore muito não, isso é meio chato. Dê mais, namore menos, case quantas vezes for necessário, como dizia o seu avô honoris causa Vinícius de Moraes. Mas fique longe dos amigos do seu irmão, tudo mau caráter. Saiba que quem pega irmã de amigo é mau caráter. Porém, seja generosa em oferecer boas opções de amigas a ele, isso poderá ser fundamental na relação de vocês dois.

E se por ventura a relação não for das melhores, tem aqui o telefone da Tia Bia, da Tia Vanessa que é meio prima do Papai, a sua Madrinha e até da Tia Mariana, pra você ver que as coisas nem sempre são agradáveis, mas no fim fica tudo muito legal. Dizem que ter irmão é fantástico, eu não sei, jamais convivi com o meu, sua mãe pode dizer melhor. Quer dizer, a sua mãe pode dizer exatamente as maravilhas e o inferno de ter irmãos…

Na profissão que você escolher, minha filha, seja bem sucedida. Queira sempre o Bem do seu marido, mas se por ventura tiverem que se separar, não queira os Bens dele. Por isso, repito: seja Bem Sucedida profissionalmente. Se você quiser ser Advogada, como seu pai, não seja um advogado como seu pai, seja melhor que ele, não vai ser muito difícil! Só tome cuidado com as discussões jurídicas. Saiba que uma coisa é decorar e repetir o que está escrito nos livros e códigos, outra é colocar isso no papel, assinar e ir pra briga. Se você optar pela segunda opção, terá mais chances de ser bem sucedida; se optar pela primeira, a frustração e uma fama de MALA provavelmente te aguardarão. Portanto, fale as coisas com propriedade e conhecimento de causa, para poder sustentar no futuro.

Quer saber, filha? Evite discussões de qualquer natureza, pois as pessoas desse mundo a que seu pai te trouxe são burras e não sabem discutir. Tem as que “não gostam de discutir”, o que é uma maneira mais bonitinha de dizer que não aceitam outra opinião que não seja a delas. E tem as que discutem qualquer coisa – QUALQUER COISA -, se acham acionistas majoritárias da verdade, e normalmente tem uma atitude arrogante ma non troppo, fuja dessas pessoas, filha! Olha, pode ser que em meio a tantas pessoas assim, exista UMA que valha a pena conviver, assim espero… mas na dúvida, não discuta. Diga “então beleza” e mude sutilmente de assunto, Tio Fefas é Nível Jedi nessa arte.

É isso o que eu tenho pra te dizer, filha. Quanto ao resto, o que realmente importa, ouça sempre a sua mãe.

Anúncios

Meio Caminho Andado

Eu queria ter algum tipo de ferramenta que tivesse dados como a posição e número de pontos na mesma rodada do ano passado e acho que o Fefas deve ter isso, mesmo sabendo que a utilidade prática disso pode ser nenhuma, quando a gente lembra do Flamengo em 2009. Por isso, baseando-me só no que aconteceu até agora, não dá pra dizer que chego a alguma conclusão, mas meu achismo inveterado faz com que alguma ilações sejam de conhecimento de todos (todos, no caso, os abnegados e gentis leitores desse blog).

O Corinthians virou o fio. Quer dizer, nada explicava o desempenho excepcional na primeira metade do turno, principalmente quando você lembra que é um time treinado pelo Tite. Sério, quem é Tite? É um treinadorzinho que o Felipão ficou com dó e perdeu de propósito pra ele não ficar sem emprego e se magoou com isso, jamais será campeão brasileiro! Naquela partida roubadíssima valendo o vice campeonato paulista, alguns corintianos elogiaram a serenidade dele, que o time teve calma e paciência, o nome disso é PASMACEIRA! O Tite é um técnico pasmaceira, e o Corinthians precisa ser incandescente e a solução só pode ser a troca de técnico. Na boa, se colocar o Ronaldo de Técnico, periga dar muito mais resultado, até porque todo mundo sabe exatamente o que eu penso de técnico de futebol…

Veja aí dois exemplos: Abelão e Cuca. O Abel, já faz muito tempo, é (junto com o Paulo Autuori) o sonho dourado de todo time que manda técnico embora. Basta um técnico ser demitido, que os nomes desses dois vem à tona, mas multas milionárias no tal “Mundo Árabe” inviabilizavam a contratação. Até que conseguem o Abel. O Abel vem aí, que bom, né? Não, o time tá uma bosta PORQUE É UMA BOSTA, ninguém vende um Conca impunemente, o Mariano voltou a ser Mariano e o Fred anda cada vez mais Fred. A culpa do Abel é nula, mas de certa forma, acho legal porque acaba um pouco essa conversa de técnico que chega pra “dar jeito” nas coisas. Com o Cuca, é muito engraçado… foi contratado a contra gosto, meio mundo contra e sabendo que ia dar errado, ele chega e confirma todas as expectativas. Fiquei bem preocupado ao ver que o Galo precisa ganhar pelo menos 10 partidas no returno pra fugir da degola, e essa caminhada já começa na quarta, contra um adversário direto, fora de casa.

O São Paulo não tem time. HOJE, porque se conseguir manter essa molecada que tá subindo, periga virar algo muito forte, principalmente se a mescla for bem feita. Convém lembrar que o Luís Fabiano ainda pode jogar algum dia, e no ano que vem o planejamento pode ser melhor, ainda mais livres do Carpegiani, se o time conseguir a vaga pra Libertadores, vem muito forte no ano que vem, quando eu arriscaria, num ousado golpe de marketing, tentar repatriar o Kaká (quanto custa? Alguém já viu?).

O Palmeiras também não tem time, nem esperanças. É isso aí mesmo, e como diz o Renato Russo, “vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre”. O Felipão segue “rancando” leite de pedra e mantém esse time longe da zona de degola e perto da zona da Libertadores. Por contraditório que pareça, numa Libertadores eu acho que a gente passa a ter chance, principalmente agora que finalmente o Felipão achou o Jardel com que sempre sonhou desde que chegou ao Palmeiras em 97!

O Santos, como diz a minha vó, tá “enfastiado”. Ontem, teve uma postura ridícula, parecia satisfeito com a derrota. Eu imagino o Muricy tendo que fazer preleções, passando vídeo do Gladiador pra motivar esse povo e eles se olhando, como que se comunicando pelo olhar e dizendo que esse ano, a única partida que vale é contra o Barcelona. Mas eu acho que poderiam aproveitar esses jogos do Brasileirão pra enfrentar o Mazembe da vez, viu?

Flamengo e Vasco! Quanto tempo não se via um jogo entre os dois times em situação minimamente semelhante num brasileirão? Acho que em 97, naquele grupo de semifinal, com o massacre do Edmundo, reduzindo a dignidade do Júnior Baiano a migalhas. Ao Flamengo, falta alguma coisa, talvez uma pegada a mais, um pouco de atitude de ir e “tomar” a liderança do Corinthians! Está muito nessa de Emerson Fitipaldi, sem se preocupar muito em ir pra cima, confiando no erro do adversário. Só que o adversário já errou, aos montes, e nada do Flamengo se aproveitar. Quanto ao Vasco, acho que ninguém sabe ao certo o tamanho do impacto dessa tragédia com o Ricardo Gomes no time, e nem é o caso de fazer esse tipo de análise, apenas torcer para o técnico sobreviver e bem. Resta o Botafogo, quem diria? Sei que é açodado, mas acho que o Renato, esse 8 que era do Santos, é daqueles 8 clássicos, que “acertam” time. Não consigo levar o Botafogo a sério, mormente com Caio Júnior treinando, por isso, e só por isso, levo fé na vaga pra Libertadores.

E pra não dizer que não lembrei do Goiás, dou-me por satisfeito. Não por estarmos encostados no G-4, mas por estarmos longe da Série C. Falo desde que caímos no ano passado, que o nosso campeonato esse ano é pra não cair! Permanecer na Série B já será uma vitória, possibilitando ir para o ano que vem com algum planejamento decente, coisa que a gente não passou nem perto de ter esse ano. E o mais importante: o tanto que estamos distantes do Vila, ou seja, as coisas estão bem dimensionadas.

De resto, não há como dizer que não funcionou essa estratégia de marcar os grandes clássicos regionais para a última rodada. Se vai impedir o entrega-entrega vergonhoso dos outros anos, ainda não sei, mas acrescentou um molho extra ao campeonato, que vamos ser bem sinceros, anda bem meia boca. Mas a gente segue assistindo, pois é disso o que a gente gosta, apesar dos esforços da CBF em tentar nos convencer que não vale a pena!


Túlio, o nosso Anakin Skywalker!

Eu gostaria de acreditar que não preciso contextualizar acerca do Anakin Skywalker, mas na verdade, não vou contextualizar, portanto, quem não entendeu, vai passar meio batido. Mas pelo menos o Túlio, vou esclarecer de quem se trata, mas mesmo aí, vejo uma certa dificuldade…

Porque o Túlio pode significar um monte de coisa para um monte de gente. Pros Corinthianos, por exemplo, significa apenas uma péssima contratação, quando na verdade, a questão é um pouco mais profunda, pois o Túlio sempre foi um cara com a função específica de marcar gols (um mero detalhe desprovido de importância num jogo de futebol), e o Nelsinho Batista queria que ele voltasse pra marcar, recompor o meio de campo ou algo assim. Não deu certo, claro. Ainda assim, foi o artilheiro do campeonato paulista. Para os Botafoguenses, acho que é um ídolo, principal personagem do único título relevante que o time possui. Para muita gente, alguém que fez um gol de mão na Argentina, outros enxergam hoje uma figura pitoresca e meio patética numa busca obsessiva em busca do milésimo gol e protagonista de uma propaganda de rara felicidade da Volkswagen (notória por comerciais idiotas de ovelha nuvem, cachorro que fala e etc…).

O Túlio, pra mim, sempre significou a esperança de dias melhores. Claro, nós o víamos quase como Qui-Gon Jin viu o pequeno Anakin Skywalker, “aquele que traria o equilíbrio para a força”. Ou melhor adaptando, aquele que estabeleceria o verdadeiro abismo entre nós e o Vila Nova. Impossível ver o Leandro Damião e não se lembrar daquele moleque folgado que justificava chegarmos cedo ao Serra Dourada para assistirmos à preliminar, com a certeza de que tínhamos uma joia rara sendo lapidada na Serrinha! E enquanto era lapidada, fazia gols, gols e mais gols, de tudo quanto era jeito! Aquele time de juniores era mágico, prometia bastante, e além do Túlio, jogava por ali também, meio deslocado para a lateral esquerda, o seu irmão gêmeo, Télvio. Aliás, tem gente idiota que costuma dizer que o verdadeiro craque da casa era o Télvio, mentira deslavada que eu confirmo com a propriedade de quem jogou bola com eles desde moleque nos Blocos do Marista. Nesse caso, a realidade é essa mesmo, o Túlio é o Túlio e o Télvio ninguém sabe no que deu…

E o Túlio começou a confirmar todas as expectativas que pairavam sobre ele na histórica goleada de 12×0 sobre a Jataiense em 88, quando éramos comandados pelo Felipão, responsável pela estreia dele entre os profissionais, aos 18 anos. Aliás, existia um medo meio babaca de “lançar” o Túlio e queimá-lo ou algo assim, que o Felipão fez questão de abreviar, lançando não só ele do time de baixo, mas mais de meio time que viria a rechear os cofres do Goiás nos anos seguintes. O importante é que o Túlio fez um monte de gols, alguns impressionantes como uma bicicleta contra o América de Morrinhos, outros decisivos como na primeira partida da final contra o Vila em 89 ou na Copa do Brasil contra o Galo, quase ganhou uma Copa do Brasil, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro e seguiu o seu rumo… para a Suíça! Ok, nem tanto glamour assim, nós todos esperávamos um pouco mais, meu pai achava que forças ocultas impediam a sua convocação para a Seleção Brasileira, e fazia parte do imaginário coletivo dos torcedores do Goiás que ele seria o responsável por transformar o Goiás em algo que ainda não era.

E sejamos justos, foi exatamente isso o que aconteceu, uma vez que o local de maior visibilidade para um time de futebol à época era o saudoso e delicioso programa “Os Gols do Fantástico”, que nem sempre mostrava os gols de Goiás, mas depois do Túlio, passou a ser quase obrigatório. É pouco? Talvez seja, mas por outro lado, nada de muito relevante fora isso era feito também, e o Túlio se foi, um grande ídolo do quilate de Luvanor, Zé Teodoro, Cacau e tantos outros que foram fazer o pé de meia fora do Estado. Porém, de forma diferente desses outros citados, que voltaram ao Goiás e de certa forma, sempre se identificaram com o Goiás, o nosso reencontro com o Túlio foi no mínimo traumático.

Corria o ano da desgraça de 1995, que eu gosto de citar como o ano em que o Palmeiras perdeu o tri pro Corinthians, a Libertadores para o Grêmio e de certa forma, esses eventos estão diretamente relacionados ao delirante, revigorante e amadurecedor chifre avec pé na bunda que eu levei, mas tergiverso. Aliás, já que tergiverso, queria só lembrar que tinha tesão colossal, avassalador pela mulher do Túlio, Alessandra, que era da minha idade e eu conhecia de “e aí, massa”. Ela se sentava perto da gente nas cadeiras, sempre sozinha e tomando cerveja, e eu chegava a me sentir constrangido, quase envergonhado do que eu sentia, como se aquilo se materializassse, ela resolvesse ter noites de sexo selvagem comigo, o Túlio descobriria e isso afetaria seu desempenho em campo, ocasaionando talvez uma possível derrota para o Vila com perda de título. Por isso, afastava tanto quanto possível esses pensamentos lúbricos da minha mente, a tal ponto de sequer conseguir conversar com ela quando voltei do Rio sentado ao seu lado no avião.

Aos que ainda não desistiram de ler nem me mandaram à merda, em 95 o Goiás ensaiava ambicionar algo no Campeonato Brasileiro, ainda mais depois de ganhar do Corinthians, e seu adversário direto era o Botafogo do Túlio, contra quem jogaríamos no Serra Dourada, ocasião que o Túlio, de forma muito solerte, escolheu para se declarar “melancia”. No caso, isso significava que ele era “verde por fora e vermelho por dentro”, ou em português claro, torcia para o Vila, apesar de seu passado e sua identificação com o Goiás. Alguns ficaram surpresos, meu pai se sentiu traído pela noiva que se dizia virgem, eu já sabia. Quer dizer, jogava bola com ele nos Blocos do Marista e o time dele era o “vila”, imbatível nas redondezas. Nunca dei muita importância a isso e na verdade, esse assunto nem surgiu, acho que as pessoas eram menos idiotas, haja visto esse caso recente do Kléber, que gerou uma espécie de “orgulho” nos corintianos, cada vez mais empenhados em tomar o título de “torcedor mais babaca” que pertence ao São Paulo há anos. A bem da verdade, eu acho mesmo que essa, digamos, estratégia do Túlio colou pra atrair torcedores do Vila ao estádio para apoiar o Botafogo, mas em termos pessoais, foi um tiro no pé, pois aos torcedores do Vila, isso importava bem menos do que os inúmeros gols que marcou pelo Goiás. Já para os torcedores do Goiás, ele que era um ídolo, foi proscrito, apagado da memória, quase como se não existisse…

E como se isso não bastasse, em 99 ele concluiu a sua trajetória rumo ao Lado Negro da Força, indo jogar no Vila, tentando conquistar a Série B e disputar a inédita e até hoje inalcançada Série A. Foi um projeto pessoal, de declarada abnegação, que envolveu inclusive a compra de chuveiros quentes do bolso dele para a sede do Vila (isso não é folclore, em 99 não tinha chuveiro quente na sede do Vila), visando colocar o Vila num lugar onde jamais esteve, mas que deu em nada. Felizmente, diga-se de passagem, mas só hoje, com muito distanciamento crítico e isenção, posso compreender o que ocorreu e concluir que, se tem algo que o Túlio NÃO foi, jamais, foi um Anakin Skywalker. Ou melhor, talvez até tenha sido, mas sua rendição ao Lado Negro não ocorreu quando se declarou melancia em 95 ou retornou ao Vila em 99.  O Túlio foi para o Lado Negro quando atravessou os portões da Serrinha, ainda nos Dentes de Leite, e foi esquecendo, aos poucos, o menino que corria pelos espaços gramados dos Blocos do Marista e, pelo menos 5 vezes por pelada ou “jogo contra”, gritava “gol do Vila, Túlio!!!!”.

Túlio conseguiu, com muito profissionalismo e talento, sufocar o torcedor, e devo dizer que me lembro dele comemorar e muito os gols que marcava no Vila… e é claro que não quero comparar nada com ninguém, mas assim como ele era um Colorado que morava perto da Serrinha, eu era um esmeraldino que morava perto do Vila. E um dia, fui lá fazer uma peneira, com o Jean e o pai do Marco Aurélio, meu amigo de Agostiniano. Fui escondido, e passei. Pude voltar no dia seguinte. E no seguinte. Até que recebi uma lista de documentos pra entregar, dentre elas, “autorização dos pais”. Ainda perguntei se poderia ser só da mãe, mas não podia, tinha que ser da mãe E do pai. E fiquei com aquilo na mochila quando fui passar o fim de semana com o Coroa, esperando a melhor oportunidade. Que não houve, nem jamais haveria, isso era inaceitável. Com máxima relutância, acho que ele aceitaria que eu treinasse no Goiás, mas aquilo que eu estava prestes a fazer era impensável. Nunca mais pisei no Onésio Brasileiro Alvarenga, e meu pai veio a ficar sabendo disso muito tempo depois, provavelmente numa ocasião em que aproveitei e também confessei ter votado no Fernando Henrique.

Por isso, hoje, eu compreendo o Túlio, homem feito, realizado, que quis fazer algo pelo time que torcia. Alguns cobram uma postura de maior “gratidão” em relação ao Goiás, mas acho que nesse aspecto tá bem “zero a zero”. Eu fico vendo esse cara aí no comercial da VW, ou em algumas entrevistas, sempre com esse jeito “paiação” que nunca vai perder, e prefiro lembrar dele nos juniores, fazendo com que todos nós, inclusive ele, sonhássemos com um futuro bem diferente do que era aquilo que existia.

Vai lá, Túlio, fazer mil gols na vida (e você sabe que em mim, nas duas oportunidades que teve, nunca marcou!)!


A distância que nos separa…

Ontem, no Mc Donalds, fiz lá um pedido com certa complexidade: uma promoção do CBO e um Quarterão, só o sanduíche, além de um sorvete. Se eu soubesse que a logística de obtenção do sorvete envolvia pegar um papelzinho pra depois retirar no quiosque em frente, teria desencanado, pois me conheço, vou acabar jogando essa porra fora junto com os restos na bandeja… antes disso, a complexidade do meu pedido fez com que aparecesse um McChicken na minha bandeja e eu falei pra menina sobre isso, tinha lá uma espécie de “Capitão do Mato” por trás dos ombros dela, que a olhou e trocou o sanduíche pra mim. Quase sem conseguir falar, a menina ainda disse que eu tinha pedido também um Quarterão, a Capitão do Mato olhou o meu pedido, escreveu alguma coisa na notinha e pegou o meu quarterão, quando me dei conta que ela não tinha cobrado o sanduíche. Insisti pra pagar, a menina do caixa falando que não, a Capitão do Mato falando que “De modo algum, senhor, o erro foi dela” e eu, por sorte, tinha 6 reais trocados, entreguei na mão da menina do caixa e saí puto…

Que merda é essa? A menina cometeu um erro, não deflagrou nenhuma guerra! Quanto será que ela ganha, 700 paus por mês, se tanto? E vai ser descontada a cada erro que cometer? E além de descontada, tomar esporro, servir “de exemplo” em alguma porra de uma reunião semanal de procedimentos? A culpa é de quem? Do Mc Donalds, claro! Aliás, culpa de quê, Meu Deus? O máximo de dissabor que eu passei foi ter que relembrar a menina que tinha pedido outro sanduíche, nada demais! “Ah, o cliente tem sempre razão”, sim, errado seria me convencerem que não, que eu pedi Mc Chicken ou que eu deveria comer Mc Chicken, mas trocaram o meu sanduíche, certo seria eu comer um lanche sem ter pago por ele?

Bom, aí como era de se esperar, eu joguei a notinha do sorvete fora junto com os guardanapos e restos de catchup, parei no meio e fiz alguma coisa que fez uma atendente vir, toda sorrisos, me perguntar o que havia acontecido:

– Eu joguei a minha notinha do sorvete fora.

– Quer que eu pegue pro senhor (sorrindo)?

– Não, claro que não! Eu joguei no lixo!

– Tudo bem, eu pego (ainda sorrindo).

– De jeito nenhum!

Ela abriu os braços de um jeito “o senhor é quem sabe, mas faz parte do meu trabalho”, ainda conservando um sorriso e eu fiquei pensando…

Tinha um bar, balada ou sei lá o quê em Goiânia, que ficava na Ricardo Paranhos e era um barco. Quer dizer, tinha um barco e eu não sei se o troço funcionava dentro do barco ou se o barco era só uma decoração pra lá de exótica. Fato é que eu nunca fui lá. Era o tipo de lugar que eu não entrava. Não tinha grana. Ou pagava pra entrar ou eu não teria dinheiro pra consumir as coisas lá dentro, não sei. Era assim, tinha um lugar super “in” onde “todo mundo” ia, mas eu sabia, resignadamente, que não era pra mim. E assim, existiram muitos lugares em Goiânia, e hoje, sem nenhum orgulho ou sensação de dever cumprido, sei que não existe lugar algum em Goiânia onde eu não possa entrar. Aliás, acho que nem em São Paulo exista. Tá bom, talvez o Club do Chiquinho Scarpa, mas me refiro a algum lugar que eu sinta vontade de ir. Mesmo caro, acaba sendo só uma questão de me acertar com a empresa de cartão de crédito sobre o pagamento rotativo e pronto. Outro dia, no O’Malleys, gastei o equivalente a um mês de salário no meu primeiro emprego como advogado. Tudo bem que o o meu primeiro emprego como advogado envolvia um salário ainda da época de estagiário, com possibilidades de crescimento and all that crap. Ainda assim, foi simbólico.

Mas eu não consigo parar de pensar na menina sorrindo e pensando que mexer no lixo atrás de uma notinha de sorvete dum cliente distraído faz parte do seu trabalho…


Praticamente com 10…

Num escritório em que eu trabalhava, tive contato com aquilo que se convencionou chamar de “mano”. Vindo de Goiânia, a gente não tinha esse tipo na nossa fauna, e no começo eu achava engraçado, principalmente o linguajar. O boy do escritório contava umas histórias engraçadas, ou simplesmente histórias, que na gíria dele ficavam engraçadas. Uma vez, perguntei em quantos irmãos eles eram:

– A gente era em 7, mas hoje somos praticamente 5.

– Praticamente?

– É que um irmão meu tretou com outro, matou ele e aí a gente meio que desconsidera ele, que tá guardado.

– Guardado?

No caso, na cadeia, mas pouco importa. O que me chamou bastante atenção ali foi o “praticamente”, e apesar de já ter contado essa história algumas vezes, me lembrei dela hoje no jogo do Palmeiras, pois quando contamos com o Rivaldo Genérico, a gente joga praticamente com 10. Mas é um praticamente bem ruim, na minha opinião, pior do que jogar realmente com 10, pois nem rola aquele lance da superação e tal. Você olha para um determinado local do campo onde deveria estar ocupado por alguém, se prepara pra fazer o passe, se depara com o Rivaldonocilonatil (Princípio Ativo do Rivaldo), e precisa refazer toda a jogada, repensá-la de modo que a bola não corra o risco de chegar perto dele.

Claro, a gente não empatou por causa do Rivaldo, mas o fato de vê-lo na escalação tira aproximadamente 43% da minha vontade de ver o jogo, pois, ainda que esses anos todos insistindo nessa coisa de ser palmeirense possam dizer o contrário, não sou masoquista. E com o Genérico do Rivaldo em campo, a certeza de sofrimento é muito grande, a coisa deixa de fazer um pouco de sentido.

Uma outra coisa… o Kléber. Por que, hein? Por que a gente se submete e deixa ele ali, sem fazer absolutamente nada, há tantos jogos? Primeiro, o migué, depois, as trairagens pra derrubar o Felipão, providência zero? Ah, esqueci, ele vai ganhar um aumento! Será que alguém, com a idoneidade e a inteligência em dia, ainda faz negócio com o empresário do Kléber depois desse episódio aí? Eu nem estou querendo dizer que o rapaz seja picareta, acho que tá é defendendo o seu da maneira que acha que é a mais certa, mas pelamordedeus, que merda! Criou um ambiente tal no time, que nem por um milagre eu acho que a gente chega na Libertadores, e a única coisa que consola é que ficou claro, acima de qualquer dúvida razoável, que o Kléber é apenas um jogadorzinho meia boca.

E pra finalizar, o Rogério não tem amigo? Alguém pra falar tipo “Cara, já tiram muito sarro da nossa cara sem você usar essa coisa ridícula no pescoço, tira essa merda!”


Campeonato de Pontos Bizarros

Primeiro, vieram os Pontos Corridos, que eu detesto, acho babaca e só consagra a nossa vocação colonial de querer imitar a Europa, mas sou voto vencido, o pessoal meio vestal da crônica esportiva acha que é o mais justo. Aí eu concordo, só não sei onde tá escrito que JUSTIÇA deveria ser o critério master pra definir um campeão num torneio de futebol. Depois, vieram os Pontos Roubados, que foi como o São Paulo conseguiu pelo menos dois dos seus 3 títulos consecutivos, chegava a dar nojo a maneira como eles venciam. Quando o meu ódio pelo São Paulo era maior, eu até me entregava a teorias pueris de conspiração, mas ainda que fosse apenas coincidência, irritava.

Bom, nesse ano, temos o Campeonato dos Pontos Bizarros. Quem foi que disse que campeonato bom é equilibrado? Bom pra quem, cara pálida? Mas tudo bem, vamos considerar que seja realmente melhor assim, que um campeonato equilibrado seja melhor e tal, por acaso esse campeonato de 2011 tá equilibrado? Temos 4 times meio embolados, sendo meio nítido que a coisa vai mesmo ficar entre Flamengo e Corinthians, com o São Paulo beliscando uma vaguinha pra Libertadores e o Vasco quebrando o galho de quem chegar em quinto, onde aposto numa disputa meia boca entre Palmeiras, Inter, Fluminense e Botafogo.

A zona de degola tá muito bem definida, os abismos entre os times, em termos de pontos ganhos, já estabelecido, salvo um ajuste de rota que vai tirar Santos e Galo dali. O que me intriga é a perda de pontos de times lá em cima da tabela para times que estão lá embaixo, e essa última rodada foi o símbolo perfeito disso – com exceção do Corinthians e principalmente, do Vasco.

O São Paulo não pode empatar com o América, nem o Palmeiras com o Baêa. O Santos perder do Coxa na Vila? Nem com o time reserva do juvenil. Sem falar, é claro, no vexame master-blaster da rodada, a goleada que o Flamengo sofreu no lombo do Atlético-Go. Aliás, tou achando que o Dragão vai acabar ficando mais um ano na Série A, viu? Ah vai, pois é isso o que acontece com time que ganha esses pontos do além contra o vice-líder invicto do Campeonato, além de estar fazendo direitinho a lição de casa. Mas tem muito o que chorar o Flamengo, São Paulo e Palmeiras por esses pontos perdidos nessa rodada, principalmente porque vão para uma próxima rodada duríssima, onde os paulistas se batem diretamente e o Flamengo voa pra Porto Alegre enfrentar um Inter que não anda assustando ninguém, mas com o Dorival Júnior tende a engrossar.

Na base do mais puro “achismo”, os times andam molengas. Até o Palmeiras, treinado por um cara notoriamente conhecido pela implacabilidade com esse tipo de procedimento. Tá, time do Tite, do Adílson Batista e até do Pofexô dos Pojétuuu ficar meio malomolente demais, é coerente, mas do Felipão? Acho que os jogadores estão chegando num perigosíssimo estágio de saciedade que pode virar enfado, aquilo que eu brinco e digo que é a malversação do Complexo de Vira-Latas do Nélson Rodrigues: A Mania De Poodle. Ou Yorkshire Terrier, ou uma terceira raça de cachorro frufru à sua escolha. O cara não quer correr. Não dá aquele gás a mais, sendo tratado à leite A com pera argentina desde os 13 anos. Não compreende que os 3 pontos contra o América valem os mesmos 3 pontos da final da Libertadores.

O resultado disso? 8 mil pessoas no Engenhão, pra ver o Flamengo invicto em sua fase mais esplendorosa. Quase ninguém pra ver o São Paulo em Minas. Vila Belmiro vazia. Idem em Ipatinga, aliás, que falta anda fazendo o Mineirão ao Galo, meu Deus! Aqui no Brasil, o único time da Série A que leva público decente ao estádio é o Corinthians, jogue onde jogar, seja contra quem for, ou a que preço. Mas se continuarmos raciocinando pela exceção,  temos que analisar, além do Corinthians, o Santa Cruz, que tem lotado suas partidas no Mundão do Arruda na Série D!!!! Sei lá se o ingresso custa uma casca de banana, isso não importa, pois eu duvido que seja o fator econômico que impeça uma avalanche de pessoas aos jogos do América-MG, São Caetano, Guaratinguetá de Americana ou outras falcatruas itinerantes.

O Brasil não tem público de estádio de futebol, e os gênios da raça ainda querem modernizar estádios pra se cobrar os olhos da cara! Quando fizeram isso na Inglaterra, surgiu a discussão de que pretendiam elitizar o público dos estádios, tirando a working class que pagava 10 paus na arquibancada, pra colocar engravatados a 60 em almofadinhas. FIzeram, pronto, chora na cama que é lugar quente. Aqui no Brasil, não cabe essa discussão, porque você não tem as duas opções. Na verdade, você não tem uma coisa, nem outra. Nem o público pobrinho, nem os engravatados. Existe uma mistura dos dois e mais um monte de outras faunas, verdadeiros heróis da resistência que ainda insistem em ir a um estádio de futebol, apesar de tudo.

E agora, querem acrescentar ao “apesar de tudo”, jogadores se comportando como prima donnas que simplesmente acham besteira ralar a bunda na grama pra arrancar 3 pontos contra times na rabeira da tabela. Quem mais arrisca dizer onde a gente vai parar?


Lusa, simplesmente!

Dia de torcer pra Lusa bebendo vinho! Sim, ao invés de musiquinhas cretinas como “ê-ô ê-ô, o Goiás é um terror”, no Canindé a torcida entoa Wander Wildner: “A rádio toca um velho rock and roll, salve o Enéas, o homem gooooooool! Vou torcer pra Lusa bebendo vinho, a Série A, é o meu caminho!”

É sensacional, o Canindé é sensacional e que os meus confrades palmeirenses que me perdoem, mas quando eu digo que o Canindé é sensacional, compreendam que não me refiro ao empréstimo de estádio da Lusa a nós, estou falando de jogo da Lusa no Canindé! O bolinho de bacalhau, o caldo verde, o tremoço, a torcida apaixonada, a eterna memória da linda campanha de 96, a indignação com o roubo de 98, tá tudo impregnado ali no concreto das arquibancadas do Canindé, o estádio mais bacana pra se assistir jogo em São Paulo!

De repente, vem uma música familiar, mas que jamais me pareceu adequada ao concreto das arquibancadas e à linguagem chula de um estádio de futebol:

Quatro paredes caiadas,


um cheirinho à alecrim,


um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,


um São José de azulejo,
mais o sol da primavera…


uma promessa de beijos…
dois braços à minha espera…


É uma casa portuguesa, com certeza!

É, com certeza, uma casa portuguesa!

Sim, é isso o que estão cantando, “É uma casa portuguesa com certeza”, pra não deixar dúvida alguma aos que por ali estiverem. Tanto os apaixonados quanto os desavisados como eu, ou infiéis. Sim, o Nick Hornby fala sobre o futebol ter esse vínculo ainda mais indissolúvel que o casamento, pois ainda que seja possível o divórcio de um time, jamais seria possível imaginar o torcedor fazendo uma “farra extraconjugal” torcendo pra outro. No meu caso, é isso: uma farra extraconjugal. E isso porque sou o torcedor de 37 times, onde não incluo a Lusa, por apego à dignidade. A Lusa não é time de quem torce pra tantos. Já até ouvi dizer que incomoda alguns torcedores mais radicais (existe outro tipo aceitável?) essa tão propagada simpatia que a Lusa desperta nos outros. Compreendo, pois parece que ninguém torce pra Lusa, apenas “simpatizam” com ela em campeonatos onde o seu time de origem foi eliminado.

Não é verdade, a Lusa tem torcedores! Poucos? Sei lá, não sou do IBGE, e aqui aproveito pra tentar entender o que faz o corintiano se sentir tão mais foda que os outros porque TEM MAIS gente torcendo pro Corinthians do que pros outros. Sério, eu gostaria de saber qual a diferença que isso faz… aliás, uma vez a Carolina Mendes (torcedora da Lusa e co-responsável por essa retomada na minha relação adúltera com o Canindé) disse que o São Paulo parece ter algo como um plano elaboradíssimo para se tornar O Time Mais Odiado do Brasil, e acho que o Corinthians resolveu imitá-los. Um tem estádio, o outro tem mais gente torcendo, um tem mais gente bonita, o outro tem mais dinheiro vindo de patrocínio, e fica uma versão mais escrota e nojenta de “quem tem o pau maior”, que não tem nada a ver com futebol.

E aí, fico feliz de ver o meu time cada vez mais assemelhado à Portuguesa. Time de colônia, poucos e apaixonados torcedores, um estádio modesto (Oh Wait!) e gente que se liga ao time apenas e tão somente pelo futebol. Apenas pra ver a bola rolar e torcer. Não importa em qual divisão, não importa em qual colocação nos encontramos no campeonato, o que importa é o time de coração, aquele que está ali no gramado se batendo contra o inimigo.

Não se trata de apologia à miséria, nem e apego à pobreza, eu só realmente não consigo mais entender esses valores dos sãopaulinos e corinthianos, que aparentemente tem tudo a ver com o tal futebol moderno, esse molóquio devorador de times, que já tragou o São Bento e se prepara para engolir o Goiás, dentre tantos outros que não são “meus”.

A Lusa representa a RESISTÊNCIA. No pasarán, berram esses loucos apaixonados vestidos de encarnado e verde, ainda mais agora que a Lusa, no atual momento, dá todos os motivos do mundo para que eles se sintam orgulhosos do time que torcem!

Ontem, a Lusa fez 91 anos, hoje eu dou os parabéns e torço, mais do que torcerei para qualquer outro time nessa terça-feira (Arsenal e Goiás inclusos), para que vençam o Vila com uma atuação de Barcelusa, sob a batuta de Jorginhus Michels comandando Pelédno e Ananiesta!