E o Flamengo não perde!

E isso precisa ser levado em consideração. E não se trata de analisar uma invencibilidade perante os come-dorme do Campeonatinho Carioca, mas de verdadeiras pedreiras, como o atual líder e o bico papão do século com seus penteados e malemolência. O fato é esse e é indiscutível, o Flamengo não perde.

Bom, seria quase óbvio que isso ocorresse, levando-se em consideração que o Flamengo tem um bom elenco, mas estamos cansados de ver times com bom/ótimo/excelente elenco não dando liga. O Flamengo, inclusive. E eu ainda não acho que esse elenco aí já tenha “encaixado” a ponto de já ser chamado de TIME, conforme algumas doutrinas corporativas gostam de pontuar. Ainda assim, mesmo com essa situação onde algumas peças parecem soltas (e boto na conta do Sr. Luxemburgo), o Flamengo segue sem perder e assim parece que vai conseguir se manter até o fim do primeiro turno, pelo menos.

Então é tudo mérito do Ronaldinho Gaúcho? Olha, TUDO eu não diria, mas grande coisa é. E pra mim, dói pra dar o braço a torcer com relação a esse cara, porque jurei que ele vinha pra encarnar o maior dos chinelinhos, alternando partidas memoráveis contra adversários irrelevantes, com atuações no estilo da Copa de 2006. Porém, de cara eu já me vi surpreendido com o fato dele levar os treinos a sério, não se contundir, não desfalcar a equipe e demonstrar empenho. Ok, quando a coisa tava só nisso, me lembrei de uma cena na preparação do Brasil para a Copa de 86, quando o Luciano do Valle exaltou o Falcão dando carrinhos na lateral, e meu pai falou que isso era um sintoma claro de que o Falcão já não era mais O Falcão.

E pensei que o Ronaldinho Gaúcho estivesse simplesmente enveredando por um caminho mais trabalhoso na seara da enganação, uma vez que o julguei inapto para demonstrar talento e capacidade de desequilibrar uma partida. Eu me esqueci de ponderar, dado seu histórico e sua folha corrida, que ele pudesse simplesmente se emendado. Ou arrependido, se preferir. E estivesse a fim de jogar de verdade novamente, de ser aquele cara que a torcida sempre espera algo e que paguem o ingresso só pra ver! Algo que o Ronaldo quase foi no Corinthians, onde jogou por 6 meses e enganou um ano e meio.

Sei que o Ronaldinho entrou naquilo que me parece uma deprê a partir da Copa de 2006, onde a discussão, se bem me lembro, girava em torno de colocá-lo num patamar de Pelé e Garrincha se ganhasse aquela Copa. Estou errado? Estou mentindo? Me lembro bem que era nesse nível que discutiam naquela época, que o Ronaldinho caminhava para ser um dos maiores de todos os tempos. Messi? Quem? Nem 10 do Barcelona ele era ainda…

Eu só não sei como é que a coisa vai se desenrolar daqui pra frente, considerando que à frente de tudo está o Luxemburgo, um cara que não é muito fã de permitir que alguém que não seja ele figure como principal estrela da companhia. Os rubro negros já podem se dar por muito satisfeitos pelo fato do Abominável Thiago das Neves estar conformado com a coadjuvância, só quero saber como vai ser isso aí do Luxemburgo e o Ronaldinho. A conferir.

E claro, acender velas e apelar para outros subterfúgios para que o Ronaldinho não se machuque até dezembro, pois sem ele, o Flamengo não vai a lugar nenhum! De qualquer forma, temos aí um componente interessante para um campeonato que costuma ser chatérrimo.

Anúncios

Diálogos da Saudade

Diziam que Pelé e Coutinho se entendiam no olhar. Fácil isso, basta se conhecer. Eu com a minha prima, com quem trabalhei na mesma empresa por 11 anos e juntos no mesmo projeto por quase um ano e meio, era mais ou menos assim. Mas não sei, prefiro outra referência, mesmo sabendo que eles não eram assim grandes amigos… gosto de pensar em Evair e Edmundo. É que eu gosto de pensar que eu era o Edmundo e que ele era o Evair. No caso, eu e o Pescoço. Jogamos bola juntos algum tempo, eu no gol e ele lá na frente. Quis o destino que a minha melhor atuação tenha sido numa pelada em que joguei num time contra ele, defendi uma cabeçada como o Banks.

O melhor eram os nossos diálogos. Não, a gente não se entendia com o olhar, mas nossas conversas ninguém conseguiria entender. Gosto de dar como exemplo a gente jogando Imagem & Ação, caiu “Caleidoscópio”, ele fez uma mímica de guitarra, baixo e bateria, depois imitou um médico auscultando um paciente com um estetoscópio… quando eu acertei, ninguém entendeu.

Como não entendiam quando ele dizia que sua Guns and Roses tava The Doors. Ou quando dizia que eu tava engordando “Lulu Santos”. Quando um cara meio caloteiro quis contratá-lo de novo pra fazer o som numa festa dele, disse que só iria depois que visse o Tom Cruise jogando Sinuca com o Paul Newman.

Ou de quando eu ganhei uma sequência de audiências trabalhistas e ele falou que o Al Pacino ia acabar mandando o negrão me contratar… na mesma época em que comecei a sair com uma estagiária dum escritório:

– Ela é bonita, Porco? E vem te buscar? Que carro ela tem? Só tou perguntando, porque se aparecer aqui de Audi, pode mandar o Al Pacino voltar ao normal, né?

As coisas que não fazem muito sentido. Pros outros. Ficam na saudade. A gente cresce, só isso. Não pode mais brincar “de nóis”, nem achar que somos o Evair e o Edmundo.

É só o silêncio daquelas tardes de sábado em que a gente montava o som de uma festa e comia cheesburgueres do Mc Donalds na carreta. Sem falar nada um pro outro.


A Várzea Sofisticada

Foi uma mistura de tudo. Jogo de várzea, com uma pitada de Casado x Solteiro em churrasco de fim de ano de firma, e algo de Harlem Globe Trotters. Futebol arte é isso aí? Pra quem ganha, imagino, pois não consigo conceber uma torcida do time derrotado exaltar sua equipe depois de tanta lambrança! E o jogo teve tantas nuances e fatos isolados, que não sei se é o caso de escrever em tópicos.

Primeiro, me chamou atenção o cabelo do Neymar. Se foi estratégia, aprovo. Tipo “se tá todo mundo me enchendo o saco por causa dessa porra, desencano do moicano patético”. Não que eu ache que quem o cabelo prejudica, mas quem fez uma campanha pífia como a da Copa América, não tem permissão pra ostentar aquele penteado cretino. Então, tira o cabelo da pauta, se for pra virar assunto, que seja pela ausência. O certo mesmo seria passar máquina 2, mas já desisti definitivamente de esperar que o Neymar faça o CERTO.

E aí o Santos me abre 3×0, com dois lances de antologia: um passe do Neymar que me lembrou as apresentações mambembes dos Trapalhões, era a cara do Didi Mocó lançar mão daquele recurso. Mas como “deu certo”, o cara vira gênio. E aí, vem o terceiro gol, que é algo que merece ser chamado de OBRA DE ARTE! O drible em velocidade no coitado do Ronaldo Angelim foi uma desses coisas que a ciência não explica. Me lembrou o Luciano do Valle narrando aquele gol do Maradona contra a Inglaterra em 86: não há palavras para descrever o lance, só o replay! 3×0, burro na sombra, pois o Santos, com essa qualidade técnica, não nenhum Palmeiras ou Goiás pra permitir qualquer traquinagem. Já estava até pensando quanto o Santos poderia enfiar se não tirasse o pé…

Até que acabou pagando o justo preço por ter um goleiro-bosta. Ninguém fica impune quando leva a campo um goleiro bosta. O frango dele custou a derrota. É claro que a molecagem do Elano, cidadão que em sua idade provecta já não deveria se permitir tais impulsos, é páreo duro, mas levar aquele frango ressuscitou o Flamengo das cinzas. Um Flamengo que já tava pedindo “tudo bem, Doutor, sei que perdi, só não esculacha”, de repente se viu de novo na partida. E aí, outro gol meio idiota, a molecagem imperdoável do Elano com direito a total esculacho do Felipe, e o empate.

Daí pra frente, foi show do execrável Ronaldinho Gaúcho, esse sujeito asqueroso que quando quer joga bola como ninguém, bateu uma falta com a balaca que nos fez passar pela Inglaterra em 2002, pra depois sacramentar a virada com um toquinho de categoria. E aí, é como o Fefas fala, se não era o caso desse pusilânime querer jogar umas 7 ou 8 partidas como essa? Tá, calma, jogar umas 7 ou 8 partidas como essa na vida já é algo notável, mas será que ele precisa ser tão 8 ou 80? É isso ou Brasil x França em 2006? É fazer os Coxinhas do Real terem atitude de sueco e aplaudir adversário ou a partida contra o Ceará? Não sei se é só no meu caso, mas já percebi que esse é o tipo de gente que mais ódio e revolta desperta, o cara que “se quisesse”…

Foi um jogão. Foi? Foi sim senhor! Ah, os times não tiveram a menor preocupação defensiva, quem dera fosse sempre assim. Mas eu compreendo se o torcedor do Santos não entender que teve essa beleza e poesia toda, pois ainda vai nascer o cara que me convença das maravilhas de perder bonito.

Claro, fico com um pouco de dó do pessoal passando por um Open Bar de Comida de Rabo no vestiário, promovido pelo Muricy, mas acho que no mínimo uns 3 tapas na cara o Elano tem que levar. E esquecer, de uma vez por todas, desse negózdi de bater pênalti, esquece, supera! E também, é só sair ele ou o Ibson pra entrar um sujeito que não sabe jogar bola e dá porrada, que a coisa melhora.

Só não dá pra entender, depois desse jogo de hoje, como é que o Corinhtians lidera com pose de Vettel esse campeonato!


Ah, o mau humor matinal…

E aí o Duda acordou, eu já tava pra lá da segunda hora envolvido com – perdão pela ironia/coincidência – a “duração da jornada de trabalho”, quando pedi pra ele falar bom dia.

– Papai, vou tomar o meu gagau (mamadeira em famíliadalaurês), depois eu falo bom dia, não conversa comigo…

E aí eu fiquei pensando nessas pessoas que propagam possuir um mau humor insuportável pela manhã, e de vez em quando dizem “só conversem comigo depois das 10 da manhã”. Ok, beleza, só acho que isso aí não é muito verdade. Ou melhor, funciona só com subalternos ou pessoas na mesma horizontalidade que você, corporativamente falando. Sim, pois se o seu chefe te chamar na sala dele às 8 em ponto, você vai estampar o maior dos sorrisos e emanar simpatia por todos os poros. Sim, tática da sobrevivência, compreendo, eu também faria o mesmo. Mas isso aí desmascara o tal do mau humor matinal, que acaba sendo apenas uma justificativa pra ser escroto.

Sim, é tudo o que a gente quer. Conversar só com quem a gente tá a fim, olhar pra cara só de quem vale a pena e assim por diante. E aí, alguém inventou que esse negózdi mau humor de manhã é quase uma atenuante. É que essas pessoas normalmente são mal humoradas o dia inteiro, mas de manhã parecem ter uma justificativa legal pra exercer a escrotidão.

Por outro lado, sei que vai parecer incoerente mas tudo bem, se existe aquele ser execrável que distribui coices desde o primeiro minuto do dia, qual é a sua necessidade de ir lá exigir dele um “bom dia” de animador de buffet infantil? Pensou nisso?


É goooooooool, DO TÍTULO!

Final do brasileiro de 83, Flamengo fazendo 2×0 no Santos, mas com 2×1 ia pra prorrogação, jogo ganho ma non troppo, partida se encaminhando para o final, quando o Robertinho, aquilo que se costumava chamar de “ponta arisco”, dá dois cortes seguidos e cruza na medida para o Adílio, que fazia uma partida sensacional, daquelas pra fazer todo mundo se perguntar “por que mesmo que o Telê não levou o Adílio pra Espanha, hein”? E eis que o meu querido “Morgan Freeman da Gávea” sobre com estilo, cabeceia no cantinho do Marola e sai feliz, ao que o Galvão narra com uma emoção que até hoje não me sai da memória:

É goooooooool, DO TÍTULO!

Eis que o Fefas lembra disso hoje, com muita perspicácia, dizendo que faltou um narrador com essa sensibilidade pra narrar o terceiro gol do Uruguai, um baita golaço do Forlán, construído pelo trio letal da Celeste, que selou e sacramentou o título! Merecia uma narração incandescente, bem como o título uruguaio merece a devida importância e minhas rugas de preocupação para quem acha que Copa América não vale nada.

Esse título não aconteceu por acaso, aliás, odes de louvor à coerência, uma vez que o Uruguai foi o sulamericano melhor classificado na Copa passada. E como bem lembrado pelo mala André Rizek, uma espécie de Randall-Remunerado, esse mesmo Uruguai que fez uma excelente campanha na Copa 2010, se classificou na bacia das almas da repescagem. Significa? Talvez várias coisas, mas talvez mostre que, aos trancos e barrancos, uma hora o time achou um jeito de jogar e pegou a veia do negócio. É o que me parece. Muitos jogadores tecnicamente limitados, mas extremamente cumpridores de seus deveres táticos, se sacrificando em prol de dois extra série, como Forlan e Suárez. E não adianta a choldra sãopaulina se desesperar, chorar e rasgar a serapilheira, que eu não acho o Lugano tudo isso o que eles dizem.

Aliás (1): Até entendo, com muitas reservas e alguma boa vontade, esse delírio dos sãopaulinos ao sentir um certo prazer vicário com esse título do Uruguai por causa do Lugano, mas estender isso ao Forlán é de um delírio inconcebível!

Aliás (2): Foi memorável o Lugano indo ao pódio, nitidamente constrangido pra receber o troféu de Fair Play, momento único!

Voltando aos craques e estilo de jogo, talvez exista alguma semelhança entre esse Uruguai e o Brasil do Parreira de 94, mas ainda assim, acho esse Uruguai mais “interessante”, pois o Forlán me parece atribuir um dinamismo ao jogo maior que o Bebeto (já considerando, para efeitos de comparação, que o Suárez é o Romário do time). O Forlán é aquele tipo de jogador que a gente adora falar, “com capacidade de desequilibrar uma partida”. Ele é o desequilíbrio, pois sua atuação normalmente é imarcável. Eficaz na bola parada, volta pra buscar jogo, faz assistências precisas e finaliza muito bem. Qualquer semelhança com o Zico, não sei se é mera coincidência ou excesso de boa vontade…

O que eu sei é que o Uruguai sempre veio tentando achar um “novo Francescoli”, e aí sim você precisa de muita boa vontade pra achar o Francescoli tudo isso… ok, jogava bem, tinha elegância, fez fama no River, mas acho que faltava aquele algo mais. Lembro de duas finais de Copa América dele, em 87 e 95. Numa, ele foi expulso infantilmente (87), na outra, foi meio Alex. Fora isso, uma Copa do Mundo em 86 jogada também na base da Alexotância, me fizeram criar um conceito dele que talvez não sejam verdadeiros – principalmente se esse contexto for compartilhado com um torcedor do River Plate.

Depois veio o Recoba, grande enganação e talvez responsável pelo reconhecimento tardio do Forlán, enganava ali no meio com um ou outro toquinho refinado e produzia um nada absoluto durante as partidas, principalmente quando jogava pela Celeste. E me lembro também de Rubén Paz e Ruben Sosa, dos fantásticos zagueiros De León e Dario Pereyra, um 5 grandão que batia até na sombra (Ostolaza), e o Magallanes pelo cabelo horroroso. O Uruguai vinha passando assim como um time acabado, um coadjuvante simpático, coisa que não coaduna com a natureza do povo da República Oriental do Uruguai.

Não, eles não nasceram pra isso! E fico feliz de testemunhar o renascimento futebolístico desse povo, principalmente quando temos pela frente uma Copa do Mundo aqui no Brasil, onde o Uruguai costuma gostar de aprontar… será que o Forlán aguenta mais uma Copa? Só sei que, independente das nossas preferências e simpatias, seria muito legal para o torneio se Brasil, Argentina, Uruguai e Espanha, no mínimo, cheguem bem fortes!

Por hora, felicitações ao Uruguai do Mestre Eduardo Galeano, gênio da raça e apaixonado por futebol, que homenageio aqui nesse Dia do Escritor, autor de tantas frases geniais, como esse: “Somos o que fazemos. Principalmente, o que fazemos para mudar o que somos”.


O Corinthians virou o Vettel, lidem com isso!

Em Fórmula 1, não consigo entender direito o que leva um piloto a disparar lá na frente, mas não sou muito ingênuo a ponto de achar que o mérito é em grande parte do piloto, sei que um puta carro faz toda a diferença e esse negócio de ganhar corrida no braço é pra quem acredita em Galvão Bueno. Mas antigamente, a coisa tinha uma certa coerência, não aparecia do nada uma Red Bull e um tal de Vettel ao mesmo tempo, apavorando! Quer dizer, a Williams, por exemplo, demorou anos elaborando um carro à prova de Mansell, até que conseguiu. Vettel já ganhou esse ano e o resto do campeonato tende a ser uma pasmaceira, a não ser para os verdadeiramente aficcionados – o que não é o meu caso!

Mas aí você pega esse campeonato brasileiro, desde 2003 com a fórmula de tédios corridos, e desde 2003 eu sou contra, quem lê o blog sabe. Ah, mas na Europa é assim… foda-se a Europa! Ah, mas é mais justo… nossa, a função do futebol é exatamente essa mesmo, promover a justiça! Nem vou entrar nesse mérito, mas uma das razões pelas quais eu sempre ouvia gente reclamar dessa fórmula era da possibilidade de alguém disparar na frente, coisa que aconteceu mais ou menos com o Cruzeiro em 2003 e com o São Paulo num dos malditos anos do Tri. Fora isso, até que teve emoção, se você for do tipo que se emociona vendo um time entregar o jogo pra outro…

O Corinhtians disparou, e aí? Aí que isso é muito natural! O time não disputou Libertadores nem Copa do Brasil, não cedeu gente pra Copa América, tá podendo se concentrar só nisso, tem um técnico razoável e bom elenco, era grande a chance disso acontecer. Fora o Corinthians, quem mais? Santos? Jä ganhou Libertadores, vai fazer o que o Renato queria em 2008, só brincar no brasileiro. Flamengo? Sério? Fluminense? Muricy não saiu de lá de graça. Palmeiras?

Esse campeonato tende a ser tão sem graça que até os 4 do rebaixamento já estão onde provavelmente terminarão o ano.

Ainda tenho alguma esperança que a volta do Adriano promova algum tipo de desestabilização no elenco e que o Tite volte a ser o Tite, mas pelo começo apresentado, o Corinthians acumulou muita gordura para eventuais bobagens.

Sei que é bem triste, mas a impressão que fica, pra mim, é que o ano futebolístico tá se encerrando em julho, pode dar a faixa de campeão pro Corinthians, o Vettel do brasileirão 2011!


Suárez, o anti-Kléber/Tevez

Só pra dar uma situada, acho o Kléber e o Tevez tudo farinha do mesmo saco, mesmo tipinho. E não vou nem entrar no mérito extracampo (ainda), mas teve uma jogada do Suárez no jogo contra o Peru que mostra porque eu sou fã de gente como ele e desprezo imbecis como o Kléber e o Tevez: lançamento meio longo, na ponta, o 9 uruguaio ameaçou correr na bola, viu que não ia dar, parou. Fosse o Kléber ou o Tevez, teriam dado um pique esbaforido, finalizado por um carrinho cinematográfico e pastelão, a torcida aplaudiria e o resultado prático teria sido rigorosamente o mesmo: tiro de meta para o outro time!

Vendo esse lance, fiquei pensando que todo o amor e paixão e delírio que esses dois jogadores cerca-lourenço despertam em alguns torcedores são por jogadas que geram o efeito concreto de um tiro de meta para o adversário! E aí, o Suárez vai lá e faz dois gols. Como o Ronaldo fazia. Ou mesmo o Romário, e a lista de jogadores que não davam esses carrinhos histriônicos tende a crescer, mas você vai perceber que normalmente, é uma prática de jogador que não resolve a parada na hora do vamos ver. Vamos lá, “Desafio Febre Alta de Memória”, citem UM jogo decisivo em que Tevez e Kléber botaram a bola debaixo do braço e chamaram a responsa! Pode ser que eu esteja completamente errado, por isso, o desafio pode até me prestar um relevante serviço, vamos lá, ajudem o Randas a não ser injusto com jogadores “Cerca Lourenço”!

O Uruguai vai se tornar, daqui até 2014 cada vez, um time dificílimo de ser batido. Outro dia, comentava sobre o time com o Azamba e ele falou “É, voltou a famosa raça uruguaia” e eu disse que não, a raça uruguaia sempre existiu, o que parece ter voltado foi apenas e tão somente o futebol uruguaio! Sim, de um time bicampeão mundial e Olímpico, e se você é daqueles que acham que o título em cima do Brasil em 50 foi obra do acaso ou culpa exclusiva do Barbosa, recomendo umas leituras, pois esse resultado não figura na jurisprudência futebolística como “injustiça” (tal como a Hungria de 54, a Holanda de 74 e o Brasil de 82).

Porém, no domingo, o Uruguai vai pegar um time tão difícil de ser batido quanto, porém, com muito menos qualidade técnica, e isso costuma pesar. Sim, acho o Uruguai hoje, um time melhor que o do Brasil. E assim, com mais chances de vencer o Paraguai, ainda que a estratégia guarani de levar tudo para as penalidades venha dando resultado. Ontem, o Paraguai parecia aquele cachorro que corre atrás do carro latindo, e quando o carro para, não sabe o que fazer. Não tava no script decidir uma vaga na final tendo que brincar de favorito, e não é nenhum exagero dizer que a Venezuela jogou melhor. Jogou melhor, enfiou bolas na trave, teve um gol mal anulado e volta pra casa tendo realizado a melhor campanha de sua história.

Domingo, quem estiver esperando um jogo bonito, de futebol bailarino, que procure um tape da Copa de 70, porque o bicho vai pegar! Coincidentemente ou não, chegaram à final as equipes que tem os melhores técnicos, e não as que possuem os melhores jogadores. Porém, espero que aquela que possua os melhores jogadores se sagre campeã, e já começo a antever uma possível reedição do Maracanazzo em 2014!

Aguante Celeste! Porque pro Paraguai, na boa, não dá!